quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vereadores aprovam as contas do Ex-Prefeito Ney Bandeira

Câmara contraría parecer do TCE e aprova contas do ex-prefeito Ney Bandeira

A Câmara de Vereadores de Governador Edison Lobão aprovou na quinta-feira (30/06) durante sessão ordinária as contas do ex-prefeito Jorge Ney Bandeira Mota, referente ao exercício financeiro do ano de 2004. A recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) foi pela desaprovação das contas do ex-prefeito Ney Bandeira.

O vereador-presidente Joel Vieira de Brito assinala que durante sessenta dias às contas do ex-prefeito ficaram à disposição da comunidade e das entidades sindicais de Governador Edison Lobão. “Nós analisamos toda documentação e não verificamos qualquer irregularidade nas contas do ex-prefeito Ney Bandeira”, confessa.

Joel Vieira esclarece que foram utilizados carro de propaganda volante, feita publicação no mural (câmara e prefeitura) e divulgado em jornais e sites de notícias que as contas do ex-prefeito seriam votadas no plenário Freitas Filho, da Câmara de Vereadores de Governador Edison Lobão.

O vice-presidente da Câmara de Vereadores, Valdimar dos Santos, que votou contrário a aprovação das contas do ex-prefeito Ney Bandeira, disse que o resultado já era esperado e lamentou que o parecer do TCE-MA tenha sido rejeitado pela maioria dos vereadores da Casa de Leis.

A vereadora Alanete Surubim, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, da Câmara de Governador Edison Lobão, também lamentou que a maioria tenha votado a favor do ex-prefeito Ney Bandeira. “Nós emitimos um parecer reprovando as contas do ex-prefeito Ney Bandeira, mas que infelizmente não teve a aprovação dos nossos colegas que rejeitaram esse parecer”, frisa.

O ex-prefeito Ney Bandeira, que concedeu entrevista à reportagem, comentou que o legislativo deu uma demonstração de independência ao votar pela aprovação de suas contas. “As câmaras de vereadores anteriores ficavam a serviço do prefeito, onde o gestor passado determinava o resultado, pois teve conta anterior que fui obrigado ingressar na Justiça para anular a sessão devido à falta de procedimentos corretos”, disse.

Bandeira ressaltou que “nessa legislatura pôde usar o direito da ampla defesa, bem como as contas ficaram à disposição da sociedade por um período de sessenta dias para alegações e contestações. “Todos nós temos o direito de nos defender, pois fui apenado pelo tribunal”, completou.

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